Quais corpos valem a pena ser protegidos (para nós) e com base em quê? Por quais corpos faremos campanhas e quais escapam ao nosso olhar e à nossa ação? “Bodies, un-protected” (Corpos, desprotegidos) é dedicado a essas questões — que já ocupavam uma posição central em nossas vidas coletivas antes mesmo do início da pandemia. Elas evidenciam uma longa história de desigualdades estruturais e os conflitos e debates associados ao sexismo, colonialismo, capacitismo e racismo. A experiência da proteção, seja de forma individual ou coletiva, possui múltiplos significados: além da preservação da integridade física e do status legal de um corpo, trata-se também de proteção simbólica e reconhecimento ético. A arte desempenha um papel central nesse processo. A forma como imaginamos os corpos e como os transcrevemos em palavras, movimentos, imagens e ideias está intimamente ligada à maneira como esses corpos se tornam visíveis tanto estética quanto socialmente — e como adquirem agência.
Em “Bodies, un-protected”, o Künstlerhaus Mousonturm lança luz sobre a distribuição desigual da proteção corporal por meio de uma programação de performances, palestras, filmes e formatos de diálogo. Por iniciativa da teórica do corpo e dramaturga Sandra Noeth, artistas e especialistas internacionais de diferentes áreas de pesquisa e prática se reúnem para investigar como podemos, por meios estéticos, performativos e discursivos, criar visibilidade para corpos diversos e suas necessidades específicas de proteção. O projeto se desdobrará ao longo de dez meses e se manifestará em dois programas de eventos públicos: um no início do projeto (11 a 14 de novembro de 2021) e outro ao final (6 a 10 de julho de 2022). Entre essas duas fases, outros módulos de eventos estão planejados em contextos internacionais.
*English bellow
Bodies Un-protected: Forum zu Körper, Kunst und Schutz
"Which bodies are worth protecting (to us) and on what basis? Which bodies will we campaign for and which ones elude our notice and action? “Bodies, un-protected” is dedicated to these questions – which had already assumed a key position in our communal lives before the onset of the pandemic. They highlight a long history of structural inequalities and the associated conflicts and debates around sexism, colonialism, ableism and racism. Experiencing protection, either individually or as a collective, has a range of meanings: as well as preserving the physical integrity and legal status of a body, it is also a matter of symbolic protection and ethical recognition. Art plays a central role in this process. How we imagine bodies and how we transpose them into words, movements, images and ideas is closely linked to the way in which bodies become visible both aesthetically and socially and acquire agency.

In “Bodies, un-protected” Künstlerhaus Mousonturm highlights the unequal distribution of bodily protection in a programme of performances, lectures, films and dialogue formats. At the initiative of the body theorist and dramaturg Sandra Noeth, international artists and experts come together from a variety of fields of research and practice to engage with how we can use aesthetic, performative and discursive means to create visibility for diverse bodies and their specific protective needs. The project will unfold over the course of ten months and manifest itself in two programmes of public events at the beginning of the project (11–14 November 2021) and its end (6–10 July 2022). In between these two phases, further events modules are planned in an international context." *(Original text from the project) 
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